Conhecendo a Umbanda

TEMPLOS DA UMBANDA

Abertura

    A abertura dos trabalhos de Umbanda consiste em um breve, porém profundo ensinamento sobre os trabalhos que acontecerão no decorrer da sessão.

   Estes ensinamentos são transmitidos pelo dirigente da casa aos consulentes que aguardam pelo início das consultas ou passes.

Defumação

    Após a abertura, segue-se a defumação de todo ambiente, desde o conga até o lugar de espera dos consulentes. A defumação tem caráter de limpeza e preparação de todo o templo.

   Já durante a defumação os espíritos trabalham nos médiuns e consulentes para adequar os padrões vibracionais de cada um, a fim de implantar uma frequência energética adequada e positiva.

Saudação

    A saudação acontece em forma de ponto cantado aos guias guardiões do templo, respeitosamente pedindo por suas proteções, amparo e guia.

   Também neste momento começa um trabalho de reflexão para com aqueles que estão sempre presente nos ajudando, guiando e protegendo.

Corrente mediúnica

    Antes dos pontos cantados serem entoados, das “giras” dos guias e Orixás incorporados e suas emanações de energias, os médiuns colocam-se em uma ordem sequencial formando uma corrente de energias singulares e similares entre si a fim de formar um campo vibracional adequado e favorável para a perfeita execução dos trabalhos.

   Neste momento é de suma importância que os consulentes mantenham-se quietos e com os pensamentos serenos e centrados num bem maior para que suas necessidades possam ser “ouvidas” com mais clareza pelos que os acompanham e guiam.

Passes e Atendimento

    Durante a sessão, após os médiuns estarem devidamente incorporados, acontece o evento de atendimento. Estes atendimentos podem ser passes ou consulta, ou seja, uma conversa com o guia.

    Neste momento o guia identifica as reais necessidades do consulente e desencadeia uma série de emanações extremamente poderosas e assertivas.

    Eventualmente também solicitam que o consulente entregue e ative determinados elementos em pontos de forças, tais como, por exemplo, acender uma vela ao pé de uma árvore, ou colocar uma fruta em um determinado local.

Velas

    Na Umbanda as velas vieram por influência do Catolicismo.

    Quando iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou.

     Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.

    

     Algumas considerações devem ser feitas pois é preciso que se tenha consciência de sua utilização, da grandeza e importância (para o médium e para o guia), pois a energia emitida pela mente do médium, irá englobar a energia ígnea (do fogo) e juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima desta vela.

    Quando acendemos uma vela imantamos ela mentalmente com uma determinada intenção acompanhada de sentimentos a qual passa a ser uma fonte emissora repetitiva desta intenção e sentimento enquanto acesa.

 

    Lembrando que uma vela também é um elemento que é ativado durante uma ação religiosa ou magística.

    As cores assim como os elementos vibram em diferentes frequências energéticas. As velas coloridas se relacionam diretamente com a Linha em que a Entidade trabalha. A correspondência entre cor,

 

     Orixás e Falanges, com algumas variações, normalmente são:

  • Baianos: Amarela ou Branca ou Vermelha;

  • Boiadeiros: Preta ou Branca ou Verde ou Vermelha ou Azul Escuro;

  • Caboclas: Branca ou Verde ou Outras Cores;

  • Caboclo de Ogum: Branca ou Vermelha;

  • Caboclo de Oxóssi: Verde ou Branca;

  • Caboclo de Oxalá: Verde e Branca;

  • Caboclo de Oya: Verde e Branca;

  • Caboclo de Oxumare: Verde e Branca;

  • Caboclo de Oba: Verde e Branca;

  • Caboclo de Egunita: Verde e Branca;

  • Caboclo de Iansã: Verde e Branca;

  • Caboclo de Obaluaye: Verde e Branca;

  • Caboclo de Yemanja: Verde e Branca;

  • Caboclo de Omulu: Verde e Branca;

  • Caboclo de Xangô: Marrom;

  • Ciganos: Diversas Cores;

  • Pretos Velhos: Preta e Branca;

  • Exus: Preta;

  • Exu Mirim: Preta e Vermelha;

  • Pomba Gira: Vermelha;

  • Pomba Gira Mirim: Preta e Vermelha;

  • Iansã: Amarela;

  • Yemanjá: Azul Clara;

  • Linha do Oriente: Diversas Cores;

  • Marinheiro: Azul Clara ou Azul Escuro ou Vermelha ou Branca;

  • Nanã: Lilás;

  • Ogum: Vermelha;

  • Omulú: Roxa;

  • Ossain: Verde;

  • Oxalá: Branca;

  • Oxóssi: Verde;

  • Oxum: Rosa;

  • Xangô: Marrom.

Oferendas

     As oferendas nada mais são do que disponibilizar e ativar elementos a fim de que ações sejam desencadeadas no plano astral, seja pelos guias para a execução dos trabalhos religiosos ou desencadeamento de ações magísticas.

Ervas

    Na Umbanda, utiliza-se magística e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc.

    O uso ritualístico de ervas na Umbanda é muito comum. Os guias quando nos indicam um banho de ervas por exemplo sempre tomam o cuidado de balancear as ervas entre quentes e frias ou mornas ou indicam um banho equilibrador após um banho de limpeza mais intensa, assim as ervas são classificadas como ervas frias, mornas e quentes.

   Ervas frias:

   Ervas frias são as ervas de uso específico, sem função ritualística, necessariamente, em geral sua função em muitos dos casos é medicinal.

 

    São ervas frias: macela (flor), algodoeiro, anis estrelado, jasmim, louro, noz moscada, losna, angélica, sândalo, erva de Santa Luzia, mil folhas, pichuri, imburana (semente), entre outras.

   

    Ervas mornas:

Esse tipo de ervas tem a propriedade de equilibrar e restaurar nosso corpo energético quando da utilização de ervas quentes.

    Esse tipo de ervas pode ser utilizado diariamente sem restrições.

São ervas mornas: sálvia, alfavaca, alfazema, cana do brejo, erva de Santa Maria, manjericão, verbena, alecrim, manjerona, hortelã, calêndula (flor), camomila (flor), cipó de caboclo, umbaúba, angico, entre outras.

    Ervas quentes:

    São ervas que tem em sua estrutura energética energias e vibrações capazes de eliminar, limpar, dissolver, anular, cortar e, ou quebrar energias, vibrações, larvas astrais, que podem ser fruto de atuações espirituais ou não.

    A atuação dessas ervas é semelhante à de um ácido, que possui um alto poder de limpeza, porém leva tanto as energias e vibrações que nos são nocivas como os fluidos que nos são vitais.

    São ervas quentes: erva de bicho, guiné, peregum roxo, arruda, aroeira, jurema preta, pinhão roxo, bambu, quebra demanda, espada de São Jorge, fumo, casca de alho, casca de cebola, entre outras.

    As ervas também podem ser catalogadas, conforme a fase lunar da colheita como sendo positiva, neutra ou negativa:

  • Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia;

  • Neutras - deverão ser colhidas na fase Nova;

  • Negativas - deverão ser colhidas na fase Minguante.

   Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  • Vibração de quem vai usá-la;

  • Vibração das demais ervas utilizadas;

  • Vibração da intenção com que serão usadas.

 

   Positivas:

    São ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.

Neutras:

    São todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.

   Negativas:

    São ervas usadas explicitamente para negativar.

Atabaques

    Os atabaques são tambores altos e estreitos, afunilados de um só couro, usados para atrair as diferentes vibrações, quando tocados.

    Os atabaques são usados para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em atenção mediúnica.

Dirigentes

    O dirigente do terreiro é o responsável espiritual por tudo que acontecer dentro da gira (antes, durante e depois).

    Ele têm a função de cuidar e zelar da vida espiritual dos médiuns do terreiro, orientar e dirigir os trabalhos abertos e fechados a público. São os responsáveis por fazer cumprir as diretrizes estabelecidas pelo Astral, para o Terreiro.

Disposição de um Templo

     Um templo de umbanda está disposto com as seguintes repartições (em ordem de entrada):

 

  • Tronqueiras - A tronqueira é um recurso maravilhoso, colocado pelo astral em prol dos templos de Umbanda, que recebem os assistidos, na sua grande maioria, com seres trevosos a atormentá-los. Este recurso, é no templo, um ponto de força, onde está firmado (ativado) o poder dos guardiões que militam em dimensões a nossa esquerda;

  • Consulência – É a área onde ficam os assistidos que estão a receber passes ou receberem conselhos dos guias espirituais;

  • Conga - É o centro da imantação de um templo, pois é dali que emanam todas as vibrações. Ao chegarmos a um Templo de Umbanda, lugar sagrado onde a Espiritualidade se manifesta para bem e fielmente cumprir o que lhe é designado pelo Pai Maior;

  • Altar - É o lugar onde são colocadas as Imagens, assentamentos, Ferramentas, Pedras e Minerais Dos Orixás e falanges. É ele o centro da imantação de um templo, pois é dali que emanam todas as Vibrações através de seus imãs.

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