Conhecendo a Umbanda

UMBANDA SAGRADA

O que é Umbanda Sagrada?

     A Umbanda Sagrada é uma religião 100% brasileira. Com base no sincretismo religioso existente no Brasil, ou seja, a mistura de concepções, fundamentos, preceitos, ritualísticas e divindades que se processou num quádruplo aspecto: negro, índio, católico e espírita.

    

     Segundo Rubens Saraceni, uma das principais autoridades da Umbanda e responsável por literaturas de grande peso como “Doutrina e Teologia da UMBANDA Sagrada”, disse, “A umbanda é uma religião nova, espiritualista e magista” com cerca de um século de existência.

 

     O marco inicial da umbanda fez-se com a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandinho de Morais ocorrida no ano de 1908 diferenciando-a do espiritismo e dos cultos de nação Candomblé de então. Incorporando conhecimentos religiosos Universais, a Umbanda tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e cristã.

 

     A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda, assim como a disciplina e o respeito pelos Orixás que a regem.

DIVINDADES

O que são divindades na Umbanda?

     Segundo Rubens Saraceni em seu livro Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, divindade significa algo Divino, logo, uma divindade é um ser gerado em Deus, qualificado por Ele com uma de Suas qualidades, amadurecido em seu interior, divinizado dentro d’Ele e exteriorizado por Ele, já como um ser gerador e irradiador natural da qualidade Divina que o distingue e o torna o que é em si: uma divindade de Deus e um mistério em si mesmo.

 

     As Divindades na Umbanda são denominadas de Orixás ou Tronos, existindo dentro da ritualística religiosa a incorporação dos Orixás. São ao todo 18 Orixás ou Tronos cultuados na Umbanda:

  • Oxalá;

  • Oxum;

  • Oxóssi;

  • Xangô;

  • Ogum;

  • Obaluayê;

  • Yemanjá;

  • Oya;

  • Oxumaré

  • Obá;

  • Egunitá;

  • Iansã;

  • Nanã;

  • Omulu;

  • Exu;

  • Exu Mirim;

  • Pomba Gira;

  • Pomba Gira Mirim.

DIVINDADES UNIVERSAIS

    São as que atuam nas faixas (níveis) positivas.

    São portadoras de uma natureza passiva; são tolerantes conosco e nos veem a partir de nossa capacidade de alterarmos nossas condutas negativas e reassumirmos nossa evolução virtuosa. Sai irradiantes, multicoloridas, passivas, tolerantes, amantíssimas, generosas, bondosas, compreensivas, etc.

     As divindades universais têm como atribuições atrair magneticamente os espíritos positivos, recolhê-los com seus afins consciências, franquear-lhes meios de rapidamente evoluírem e facultar-lhes recursos para que possam amparar seus afins ainda atrasados em suas evoluções.

      Estas divindades são regentes de polos enérgico-magnéticos positivos, passivos e estimuladores do virtuosismo dos espíritos que vivenciam sentimentos positivos.

DIVINDADES CÓSMICAS

     São as que atuam só nas faixas (níveis) negativas.

     São portadoras de uma natureza muito ativa; são intolerantes para com nossos “erros, falhas e pecados”, e só nos vêem a partir de nossas deficiências consciências, emocionais, racionais, mentais ou de nossos desvirtuamentos ou vícios.

     São sóbrias, concentradoras, monocromáticas, ativas, implacáveis, rigorosas, parcializas, intolerantes, etc. As divindades cósmicas têm como atribuições atrair magneticamente os espíritos negativos, recolhê-los em seus domínios e retê-los, até que esgotem seus negativismo, para só então devolvê-los as faixas neutras, donde serão redirecionados para a luz ou para a reencarnação.

     Estas divindades são regentes de polos enérgico-magnéticos negativos, ativos, esgotadores de acúmulos de energias viciadas formados a partir da vivenciação de sentimentos negativos.

DIVINDADES CELESTIAIS

    São as que atuam nas faixas (níveis) positivos, quanto nas negativas e nas neutras.

    Elas são tripolares e tanto nos guiam na “Luz” quanto na “escuridão”, pois têm nos seus níveis positivos Tronos positivos assentados, e nos níveis negativos também os têm.
    As divindades celestiais têm como atribuição recolher em suas hierarquias, espíritos que estão aptos a servir a humanidade, tanto em seus níveis positivos (luz), quanto em seus níveis negativos (trevas).

    Estas divindades são regentes de linhas de forças mistas ou de dupla polaridade e, por serem regentes tanto no alto, quanto no embaixo, vão agrupando os espíritos afins em seus polos magnéticos, onde serão estimulados a optarem pela evolução positiva ou pela negativa, mas sempre por processos naturais, pois quem aprecia a Lei, tanto pode auxiliar aplicando-a seguindo os princípios cósmicos (ditames da luz ou das trevas).

GUIAS

O que são Guias na Umbanda?

    Os Guias Espirituais na Umbanda são seres de Luz dispostos a nos guiar durante uma ou mais encarnações, no sentido de nos orientar, intuir, auxiliar e proteger, conforme as nossas reais necessidades evolutivas e o nosso merecimento, a fim de nos ajudar a cumprir com os objetivos traçados antes do nosso reencarne, e sempre em prol da nossa evolução espiritual.

    Todos nós temos Guias Espirituais, independente da nossa religião. Os guias na Umbanda estão sob uma determinada linha de trabalho que por sua vez está ligada diretamente a um ou mais Orixás.

    Apresentam-se em arquétipos ou “roupagem” tais como Preto-Velho, Caboclo, Exu, Pombas Giras, Marinheiro etc.

    Apesar da “roupagem”, não necessariamente, tenham sido escravos ou índios, embora existam aqueles que realmente o foram.

     Por trás desses arquétipos e suas formas plasmadas vamos encontrar espíritos e seres de variados graus de conhecimento e evolução, sempre mais adiantados do que o nosso e o do médium no qual atuam.

Senhores Guardiões

    Os Guardiões NÃO são demônios e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pelos caminhos da ignorância pregam, tampouco são espíritos obsessores que vivem no baixo-astral e que são conhecidos pelos umbandistas como quiumbas ou espíritos humanos que se encontram desajustados perante a Luz Divina e se deleitam na prática do mal ou sequer vivem provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, por ódios, vinganças, ou prazer.

    Oposto a isso, nada poderia ser executado nas casas religiosas, nenhum trabalho poderia ser efetuado com êxito sem seus empenhos e proteção, nenhuma batalha contra o Império das Trevas poderia ter sido iniciada sem a força vital dos Guardiões.

    Guardião é o mistério, o elemento mágico universal e aberto a todos, é a divindade cósmica que gera e irradia o fator que vitaliza e ativa os seres, em todos os sentidos da vida.

    Nenhuma matéria chegaria a este universo sem a deliberação dos Guardiões.

    Quando um ser se desvirtua e se afasta da irradiação luminosa de Olorum, automaticamente estará sob a irradiação de causa e efeito de seu mistério Guardião que cuidará de esgotar, esvaziar e transmutar os desequilíbrios, pois ele é agente cármico.

    O mistério Guardião atua principalmente em:

  • Isolar – Nos direcionam a sermos únicos e isolados das energias e dos negativismos externos;

  • Descarregar – Nos auxiliam a esgotarmos nossos carmas e nossos negativismos;

  • Diferenciar – Nos ajudam a discernir o que bom e o que não é bom em nossas vidas.                        

    Na Umbanda o Mistério Guardião é chamado de Senhores Exus.

Exú

     Na Umbanda não existe culto aos Orixás sem a presença de Exu onde trabalha na linha de esquerda por meio do qual os espíritos manifestadores de seus mistérios podem incorporar em seus médiuns, auxiliando as pessoas em suas necessidades e dificuldades materiais ou espirituais.

    Seus nomes simbólicos indicam seus campos de ações e onde devem ser oferendados.

    Exu é o poder da Criação que rege o vazio e possui suas hierarquias de seres divinos espalhados por toda a Criação, incluindo sobre tudo e todos.

Pomba Gira

    Segundo o livro “Os Arquétipos da Umbanda” do autor Rubens Saraceni em um tempo em que as mulheres eram tratadas como inferiores aos homens e eram vítimas de maus tratos a Pombagira construiu um arquétipo da mulher livre das convenções sociais.

    Liberal, e libertada, exibicionista e provocante, insinuante e debochada, sensual e libidinosa, quebrando todas as convenções que ensinavam que todos os espíritos tinham que ser certinhos e incorporar de forma sisuda, respeitável e aceitável, pelas pessoas e por membros de uma sociedade repressora da feminilidade.

    Sua poderosa força e atração feminina fez que com que os homens conseguissem abrir seu íntimo, fazendo que as confessasse todas suas dores, frustrações, tristezas e ressentimentos e a todos ela ouviu com compreensão e a ninguém negou seus conselhos e sua ajuda.

Exú Mirim

    Segundo Rubens Saraceni em seu livro “Os Arquétipos da Umbanda”, até agora em um século de existência da Umbanda, não houve ninguém que nos explicasse corretamente esse mistério e por não conseguirmos explicar este mistério, muitos optaram por classificar o mistério Exu Mirim como espíritos de meninos e meninas.

    Entretanto Exus Mirins não são crianças e também não são Eres e estes que por sua vez estão a nossa direita.

    São na verdade encantados que habitam o plano encantado da vida onde nunca foram humanos embora estejam intimamente ligados a nossa esquerda pelas vias mentais.

    Em equilíbrio com estas forças, estamos dispostos, bem humorados, criativos e sonhadores.

    Em desiquilíbrio com estas forças, estamos tristes, irritados, melancólicos e isolacionistas.

Pomba Gira Mirim (menina)

    Assim como o mistério Exu Mirim, Pombagira Mirim, não são filhos de Exu e de Pombagira e sim arquétipos adotados pela Umbanda para englobar numa só linha de trabalhos espirituais todos os seres encantados das dimensões da vida a nossa esquerda.

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